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my heart will be your home.

terça-feira, 27 de julho de 2010

a carne é fraca!


Então, você chora algumas vezes, escondida pra que ninguém veja. Faz suas amigas o detestarem mais do que bife de fígado. Sua mãe, não pode nem ouvir o nome do "idiota".
E enfim, você fica sozinha algumas semanas. Não quer sair de casa, e deseja curtir uma solidão bege e sem voz; chorosa. A sua tristeza com intensidade, pra que ela vá embora logo, e tudo volte a ter cor - e não mais lágrimas, voz. Equilibrada, e achando que está pronta, se enche de novas roupas, alguns pares de sapatos, e um corte de cabelo novo. Auto-estima mil. Curte, e dança. Sai quantos dias da semana pode, conhece gente, sorri enlouquecidamente, e provoca com o olhar. E beija um. Mais um. Dois. Outro. Continua beijando este outro. Fica feliz, mas nada que a dê vontade de fazer a dancinha e pensar bobagens, ensaiar discursos. Até que, no meio de um filme que você quis muito ver, você se toca: tá tudo errado.
Eu só quero felicidade, e cumplicidade. Tentei em outros seres, e desculpa, não consegui. Você sabe que é capaz de me fazer largar o mundo, a minha tão almejada estabilidade, pra entrar nas curvas sinuosas e inesperadas, que é a sua vida. Novamente. E se preciso, de novo, e de novo. Fingindo ser a primeira vez; jurando não ser a última. Se diz você, que te enlouqueço, esqueci eu de confimar e dizer que, você também tem o poder de me deixar doida. E tenho apenas a te agradecer por isso. Se a carne é fraca, não há mesmo muito o que fazer. É química, explosão, necessidade. Então, como não participar feliz do banquete, desse churrasco apetitoso? Me delicio, e penso: que seja louco, mas que dure. Vocação pra vegetariana: zero. Deus me deixou cair em tentação. E tem me livrado do mal. Amém!


Texto: Camila Paier.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

invés de um ponto, uma vírgula.


saudade é não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. saudade é não querer saber. não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

miss you.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

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hoje aqui, mesmo sem palavras mais com muito sentimento no coração, descobri a cada instante o que realmente eu sinto. o vento que toca meu rosto, lembranças que me fazem recorda coisas que você um dia disse pra mim, mais isso não bastará para matar minha saudade. às vezes corro contra o tempo, queria voltar a cada instante que você me olhava e me dizia tudo que eu precisava ouvir. a barreira mais forte entre nós é a distância, pois quantas noites tenho passado sozinha, quantos dias tenho acordado e lembrado que será mais um dia sem você. quando olho pro céu a noite penso em gritar seu nome, mais isso será em vão, pois não chegará em seus ouvidos, o meu grito de socorro. quantas noites pedi pra uma estrela brilhar como o seu olhar, mais naquele momento você não contemplava a mesma estrela. mesmo sem saber o que dizem, estou aqui querendo que você escute meu coração que pede sem mesmo saber o que quer. venha vamos viver juntos tudo aquilo que está guardado pra nós!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

i feel good


eu tenho que arranjar algum conforto pra viver. Paixão é bom, eu sei...já tive mais de mil. Mais de mil vezes eu vi que era engano, que era por mim que eu estava chorando e tanto tempo eu tento que me sirva de consolo. Eu quero amar alguém, sem delirar de novo. Se Deus existe mesmo e o amor é seu agente, então ele só pode fazer bem pra gente.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.


Martha Medeiros